quarta-feira, 12 de junho de 2013

ERA EDUARDIANA E BELLE ÉPOQUE

A chamada Era Eduardiana se inicia quando, Edward VII, filho de Rainha Victoria, se torna rei do Reino Unido (1901-1910), ao mesmo tempo, na França começa um período de cultura cosmopolita chamado de Belle Époque. Época marcada por profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano.


A Belle Époque e a Era Eduardiana eram bastante semelhantes, apenas aconteciam em lugares distintos. Inglaterra e França eram dois polos lançadores de moda, e com certeza a moda é um símbolo forte destes dois momentos históricos. Roupas luxuosas, chapéus elaborados, muitos bordados e plumas.

Na França a Belle Époque foi uma era de luxo e de lindas roupas, mas apenas para um grupo seleto: os muito ricos e os nobres. A Europa estava em paz e essa estabilidade gerava uma prosperidade das classes ricas, desenvolvendo as relações sociais, os hábitos das cerimônias oficiais, recepções, teatros, óperas e corridas. 



Na Inglaterra a alta sociedade orbitava em torno da corte do hedonista Eduardo VII. O mesmo é conhecido por suas inúmeras amantes, extravagâncias e excessos, o oposto do recato e moralidade de sua mãe, a Rainha Vitória. O rei gostava de mulheres maduras e dominadoras com busto pesado. Então, surge o espartilho com a frente reta, construído de maneira a obrigar o corpo a assumir a curva em S, com cintura diminuída e busto unificado, baixo e protuberante equilibrado por ancas arredondadas. 
A peça foi recomendada como mais saudável do que o corset que dava forma de ampulheta ao corpo, pois removia as pressões sobre o abdômen. A moda da época era ter cerca de 40 cm de cintura, sendo que a cintura "normal" era de, em média, 60 cm.


Os chapéus eram obrigatórios, com vários tipos de decorações, incorporar plumas e pássaros era uma forma de determinar status. As moças usavam os cabelos compridos até os dezoito anos, quando eram então penteados em alguns dos estilos populares, largos e cheios. Também usavam cabelos postiços para ficarem mais volumosos e usavam ferro de frisar para manter os penteados armados por mais tempo. Além disso, faziam métodos de ondulação permanente nos fios. 


Os vestidos de chá eram essenciais e marcavam a divisão entre as roupas do dia e da noite, permitindo às mulheres alguns momentos de alívio dos apertados espartilhos, por volta das cinco horas quando era servido. Na década de 1910, apesar de o corpo cheio ainda continuar na moda, as curvas exageradas haviam desaparecido e o efeito era como o de coluna. Embora algumas mulheres descartassem os espartilhos, a maioria não o fez, e os espartilhos foram adaptados à linha vigente.

Com o início da Primeira Guerra as roupas passaram a ser práticas e simples, produzidas com tecidos com algodão e flanela, pois eram baratos e duráveis.  Assim, a "Bela Época" teve seu término, mas ainda permanecem resquícios deste período até os tempos atuais. Os “Fascinators” são um exemplo disso, eles são muito famosos na Europa e lembram os famosos chapéus da Belle Époque, com plumas, tules e pedrarias. Uma grande usuária deste adorno é Kate Middleton, Duquesa de Cambridge e forte influência fashion atual.






Nenhum comentário:

Postar um comentário