A chamada Era Eduardiana se inicia
quando, Edward VII, filho de Rainha Victoria, se torna rei do Reino Unido
(1901-1910), ao mesmo tempo, na França começa um período de cultura cosmopolita
chamado de Belle Époque. Época marcada por profundas transformações culturais
que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano.
A Belle Époque e a Era Eduardiana
eram bastante semelhantes, apenas aconteciam em lugares distintos. Inglaterra e
França eram dois polos lançadores de moda, e com certeza a moda é um símbolo
forte destes dois momentos históricos. Roupas luxuosas, chapéus elaborados,
muitos bordados e plumas.
Na França a Belle Époque foi uma era
de luxo e de lindas roupas, mas apenas para um grupo seleto: os muito ricos e
os nobres. A Europa estava em paz e essa estabilidade gerava uma
prosperidade das classes ricas, desenvolvendo as relações sociais, os hábitos
das cerimônias oficiais, recepções, teatros, óperas e corridas.
Na Inglaterra a
alta sociedade orbitava em torno da corte do hedonista Eduardo VII. O mesmo é
conhecido por suas inúmeras amantes, extravagâncias e excessos, o oposto do
recato e moralidade de sua mãe, a Rainha Vitória. O rei gostava de
mulheres maduras e dominadoras com busto pesado. Então, surge o espartilho com
a frente reta, construído de maneira a obrigar o corpo a assumir a curva
em S, com cintura diminuída e busto unificado, baixo e protuberante equilibrado
por ancas arredondadas.
A peça foi recomendada como mais saudável do que o
corset que dava forma de ampulheta ao corpo, pois removia as pressões sobre o
abdômen. A moda da época era ter cerca de 40 cm de cintura, sendo que a
cintura "normal" era de, em média, 60 cm.
Os chapéus eram obrigatórios, com vários tipos de decorações, incorporar
plumas e pássaros era uma forma de determinar status. As moças usavam os
cabelos compridos até os dezoito anos, quando eram então penteados em alguns
dos estilos populares, largos e cheios. Também usavam cabelos postiços
para ficarem mais volumosos e usavam ferro de frisar para manter os penteados
armados por mais tempo. Além disso, faziam métodos de ondulação permanente nos
fios.
Os vestidos de chá eram essenciais e
marcavam a divisão entre as roupas do dia e da noite, permitindo às mulheres
alguns momentos de alívio dos apertados espartilhos, por volta das cinco horas
quando era servido. Na década de 1910, apesar de o corpo cheio ainda
continuar na moda, as curvas exageradas haviam desaparecido e o efeito era como
o de coluna. Embora algumas mulheres descartassem os espartilhos, a
maioria não o fez, e os espartilhos foram adaptados à linha vigente.
Com o início da Primeira Guerra as
roupas passaram a ser práticas e simples, produzidas com tecidos com algodão e flanela, pois eram baratos e duráveis. Assim, a "Bela
Época" teve seu término, mas ainda permanecem resquícios deste período até
os tempos atuais. Os “Fascinators” são um exemplo disso, eles são muito famosos
na Europa e lembram os famosos chapéus da Belle Époque, com plumas, tules e
pedrarias. Uma grande usuária deste adorno é Kate Middleton, Duquesa de Cambridge e forte influência
fashion atual.





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