quarta-feira, 12 de junho de 2013

ERA VITORIANA

A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória  reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Ela subiu ao trono quando seu tio Guilherme VI morreu sem deixar herdeiros. Este período ficou marcado pelo grande prestígio da burguesia, e devido a uma grande prosperidade econômica e do comércio, a moda foi beneficiada.





 A invenção da máquina de costura facilitou o vestuário da época, que não era nada simples. Após um período em que a imagem é suavizada e simplificada, temos novamente na história uma era de excessos e grandes volumes. O espartilho era uma necessidade médica. Crescidas, as mulheres usavam várias camadas de corpetes, mais de quatro camadas de anáguas, crinolina(tecido rijo e flexível ao mesmo tempo feito de crina de cavalo incorporado no algodão ou no linho), as saias das senhoras tinham uma grande armação de metal o que dava à elas um aspecto cônico e com grande volume.







 Usavam também grandes decotes, que mostravam o colo e os ombros. Os tecidos que eram utilizados eram a seda, o cetim, fina lã, tafetá, brocado e crepe.  Surgia, então, o conceito de alta costura. Charles Frederick Worth foi o criador do mesmo, e, em contraponto, surgiu a roupa de trabalho.



Entre 1870 e 1890, as mulheres mudaram a sua maneira de vestir. As saias passaram a ter um grande volume na parte traseira. Não obstante, interiormente o espartilho ainda era fundamental. Chapéus e sapatos de salto alto também compunham o vestuário, para não falar dos tecidos que tinham de ser vistosos, e, por fim, o leque era um acessório fundamental. A grande característica desta época foi mesmo o contraste entre a moda feminina e a moda masculina, pois os homens procuravam uma roupa prática para o uso diário, e as mulheres exibiam o poder econômico dos maridos ao se “cobrirem de laços, babados, rendas, ancas, caudas, chapéus, sombrinhas e toda uma gama de complementos ornamentais que lhes dificultavam a vida prática”. Nos pés, sapatilhas com ou sem um pequeno salto e, pra sair às ruas, botas.





Muitos filmes e séries se inspiraram nesse período, contudo escolhemos dois com histórias opostas. O filme "A Jovem Rainha Vitória" retrata a juventude de Victoria e os primeiros anos do seu reinado. Interpretado pela atriz Emily Blunt,Vitória vive num mundo fechado. Ela não conhece ninguém, tudo é controlado pela hierarquia do palácio e pela sua mãe. Não tem autonomia alguma e está tendo sua vida traçada por razões do Estado, não do coração. 




Oposto ao filme de Jean-Marc Vallée está o filme "Noiva Cadáver" de Tim Burton. Além do contexto histórico e dos costumes, a animação aproveita-se de aspectos da Era Vitoriana para criticar seu moralismo e a sociedade de “aparências”.  



E para quem quiser conferir o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=RtJu-o7pmCw

Ao relacionarmos a Era Vitoriana com a atualidade, percebemos que o conceito de mostrar o poder econômico e status através das roupas ainda existe e está muito presente na nossa sociedade. Do ponto de vista da Moda em si, notamos que o lado "gótico" da Era Vitoriana inspirou uma tribo a se customizar. As Gothic Lolitas são uma subdivisão de uma moda urbana japonesa chamada Lolita,popular entre adolescentes e jovens adultas. As mangas fofas, a saia balão, a sobriedade do preto e as rendas na ponto da saia. Apesar de obviamente, o Gothic Lolita ser um estilo atual, então está adaptado aos dias de hoje: as saias mais curtas, as meias estampadas, e mais acessórios




Trabalho realizado em aula





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