Trata-se de um movimento artístico internacional que
surge na segunda metade do séc. XVIII e culmina no período Napoleónico (estilo
Império), exercendo posteriormente uma influência decrescente, embora marcando,
ao longo do séc. XIX, o estilo oficial de vários países, particularmente a
América do Norte (Greek revival). Tiveram como base os ideais do Iluminismo e um renovado interesse pela
cultura da Antiguidade clássica, tendo como
princípios a moderação, equilíbrio e idealismo como uma reação contra os
excessos decorativistas e dramáticos do Barroco e Rococó.
De acordo com os neoclassicistas, só haveria arte, se os artistas resgatassem os ideais gregos e renascentistas. Dessa forma, a arte nesse período era considerada bela.
Nas escolas de belas-artes, os alunos deveriam conhecer a arte do período antigo e por isso era produzida baseada na técnica e nas convenções gregas e romanase acabou sendo uma via de mão dupla: a pintura influenciou a moda e a moda influenciou a pintura.
A moda acaba sendo uma forma de crítica ao luxuoso estilo Rococó, característico do Antigo Regime, Vestidos exageradamente acinturados, saias rodadas e perucas enormes dão lugar a uma moda mais simples, com o chamado corte império, com cintura logo abaixo dos seios, inspirados nas vestes gregas e romanas da antiguidade.
Além da
cintura marcada abaixo dos seios, estes modelos de vestido não tinham
amarrações nem espartilhos e apresentavam as mangas quase sempre curtas e
levemente bufantes. As linhas eram retas e sóbrias. Eram utilizados tecidos
fluidos, como musseline ou cambraia. Uma forma elegante de se vestir, sem ser
ostentosa.
O período
neoclássico serve de inspiração para muitos estilistas, Dior, Chanel e Versace
são labels que aderiram a esse estilo leve, clássico mas de forma inovada.



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